quinta-feira, 28 de maio de 2015

Algumas curiosidades e expressões da Língua Portuguesa

Homem não chora                                                                                                                                    
A expressão tem sua origem em uma regra de sobrevivência dos homens esquimós. É deles a responsabilidade de enfrentar o frio rigoroso para o sustento da família. Ao encarar as baixas temperaturas, eles tomam alguns cuidados, como evitar exercícios físicos, pois o suor pode congelar e, conseqüentemente, provocar uma hipotermia. O mesmo princípio se aplica ao choro. As lágrimas de gelo podem ainda obstruir os canais dos olhos e prejudicar permanentemente a visão. Por isso, os esquimós ensinam desde cedo a seus filhos: "homem não chora".


Pagar o mico
De acordo com o dicionário Houaiss, a expressão, que significa "passar por um vexame", é originária do jogo do mico. Cada jogador usa as cartas que retira do monte para formar casais de animais e quem fica com a carta do mico preto, que não tem par, perde a partida. O perdedor tem que sofrer algum tipo de castigo, como passar por uma situação embaraçosa, e "paga o mico".


Chato de galocha
Infelizmente, os chatos continuam a existir, ao contrário do acessório que deu origem a essa expressão. A galocha era um tipo de calçado de borracha colocado por cima dos sapatos para reforçá-los e protegê-los da chuva e da lama. "Por isso, há uma hipótese de que a expressão tenha vindo da habilidade de reforçar o calçado. Ou seja, o ’chato de galocha’ seria um chato resistente e insistente", explica Valter Kehdi, professor de Língua Portuguesa e Filologia da Universidade de São Paulo. De acordo com Kehdi, há ainda a expressão "chato de botas", calçados também resistentes, o que reafirma a idéia do chato "reforçado".


 A preço de banana
A antiga expressão é usada para designar os artigos mais baratos do mercado. Surgiu na época do descobrimento do Brasil. Os portugueses fizeram bom proveito dos frutos das bananeiras, árvores tropicais que cresciam nos pomares e fazendas naturalmente, sem que ninguém tivesse que plantá-las. Por causa da grande oferta, o preço da banana no Brasil colonial era muito baixo. Foi por isso que a fruta acabou virando sinônimo de produto barato.




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